HISTÓRIA DA CACHAÇA

 

A cana-de-açúcar, planta herbácea muito cultivada em países tropicais e subtropicais, é um recurso agrícola natural e renovável, fonte de energia para os seres humanos desde o início de seu cultivo.

Dentre suas produções estão os diferentes açúcares - branco, refinado, cristal, demerara, mascavo - além do biocombustível (etanol), da cachaça e dos derivados principais da indústria de açúcar, que são o bagaço e o melaço.

Os colmos, constituidos de fibras (8% à 14%) e caldo (86% à 92%), são caracterizados por numerosos nós bem marcados e entrenós distintos, quase sempre fistulosos (com canais de ducto), são espessos e repletos de suco açucarado (sacarose).

As flores, muito pequenas, formam espigas florais, agrupadas em panículas (forma de espigas) e rodeadas por longas fibras sedosas, congregando-se em enormes pendões terminais, de coloração cinzento-prateado.

Existem diversas variedades cultivadas de cana-de-açúcar, que se distinguem pela cor e pela altura do caule.

Do ponto de vista nutricional, a cana-de-açúcar é uma planta composta, em média, de 65% a 75% de água, mas seu principal componente é a sacarose (açúcar), além de minerais como ferro, cálcio, potássio, sódio, fósforo, magnésio e cloro, além de vitaminas do complexo B e C. A planta contém ainda glicose, frutose, proteínas, amido, ceras e graxos e corantes.

Botanicamente, a cana-de-açúcar pertence à divisão Embryophita, subdivisão Angiospermae, classe Monocotyledonae, ordem Glumiflorae, família Poaceae, tribo Andropogonae, subtribo Saccharae, gênero Saccharum, espécie Saccharum spp.

A subtribo e o gene são derivados do Sânscrito "sarkara = açúcar branco", uma lembrança que a planta alcançou na região Mediterrânea a partir da Índia.

A cana-de-açúcar é cultivada, principalmente, em clima tropical onde se alternam as estações secas e úmidas. Sua floração, em geral, começa no outono e a colheita se dá na estação seca, durante um período de 3 a 6 meses.

A cana-de-açúcar, cujo potencial é variado e complexo, ainda pode ser muito explorado, mas sua utilização já é destaque em diversas áreas. Na cozinha, desdobra-se em utilidades; na indústria, colabora para a produção de alimentos mais saudáveis, de fácil conservação. Dela vem o álcool combustível, a energia elétrica. Também pode produzir papel e velas (com a cera-de-cana ou cerosina), plásticos, produtos químicos.